Para melhor discernimento daremos exemplos para ilustrar estas
fases anímicas.
No recém-nascido, a vitalidade está no seu ápice: corpo
mole, elástico; a consciência e todas as atividades psíquicas
ainda não estão desenvolvidas. A criança vive, apenas suas
funções vitais vegetativas, com a finalidade de incorporar, formar
o corpo, por meio da alimentação e demais processos correlatos.
O querer, vai do recém-nascido até os sete anos, primeiro setênio
(período de 7 anos) do ser humano.
No segundo setênio, a criança desabrocha como centro de sentimentos
e emoções; o pensar e o sentir se dirigem sempre permeados dos
sentimentos. A memória desenvolveu para adquirir conhecimentos. É
a idade escolar entre sete e quatorze anos.
No terceiro setênio, com a evolução menos aparente, porque
o indivíduo fica retraído, mais interiorizado vivendo crises entre
as forças do EU que se manifestam e as forças anímicas,
já existentes. E, nesta luta difícil vai até alcançar
certa maturidade intelectual e moral ao redor dos 21 anos, onde adquire o exercício
da cidadania.
Nos adultos, o pensar, é usado cada vez mais no uso da razão,
do aprendizado pela vontade, primeiro. E depois, pelo sentimento, para só
no fim chegar ao intelecto, mediante a elaboração de conceitos.
E, daí em diante, vai chegando a “Idade mais Bela”!
Cada ano que passa, vamos notando mudanças no corpo, que vai se tornando
ressecado, duro e desvitalizado aparecendo na idade dos “entas”
(quarenta, cinqüenta, etc...) artrites, artroses, bursites, gota...
Em contra partida, as faculdades mentais, a circunspecção e o
autodomínio se acham plenamente desenvolvidos atingindo um ponto culminante
na serenidade e na sabedoria.
Pensar é a consciência plena! A mente é feita para pensar!
Só o ser Humano pode pensar. E pensar é ampliar discernimentos.
Usar nossos conhecimentos faz parte da ciência da lógica espírita,
que se baseia em Deus, como inteligência suprema, causa primária
de todas as coisas.
Nossa atitude mental vai determinar através do refluxo, o estado saudável
dos nossos corpos e das nossas mentes. A mente é responsável pelos
sentimentos. Somos o que pensamos! Os resultados destes estudos mentais, positivos,
onde os pensamentos orientados e a intensidade dos sentimentos poderemos construir
(ou destruir!) todas as existências vividas ou a serem vivenciadas.
Assim sendo, estaremos sintonizados com o bem, para exercitar os recursos na
forma de pensar e agir, buscando nosso desenvolvimento, integral e pleno.
Na próxima edição publicaremos a 3ª e última
parte desta bela matéria onde serão expostas algumas sugestões
p/ tal desenvolvimento (Oração, Meditação, Relaxamento
e Afirmação.) N.E.
Doutrina Espírita – por: Rosa Maria de Almeida
Silva
Doutrina / Revista Um Mundo Melhor nº 07 Nov/Dez 2004