No Tribunal
da Consciência
Por: Rosa Maria de Almeida Silva
Todos vivemos face
ao Tribunal de nossas consciências. Atitudes, palavras ações
e pensamentos, constituem processos que vão sendo automaticamente ali
arquivados para próximo julgamento.
Pensamos e ao pensarmos registramos no chamado subconsciente, o movimento vivo
da mente.
Impulsionamos o pensamento na direção desejada como um raio certo,
radioso ou escuro, emitindo assim a força viva criativa que surge do
nosso eu pensante e, sob a forma que desejarmos, faremos viver a realidade do
pensamento.
Quando a mente está voltada para a luz, quando o coração
está afinado com a claridade infinita e bela do grande todo, quando o
espírito sobrepujou a matéria, a força emitida do pensamento
é força construtiva, dínamo gerador de formas vivas, edificando
a felicidade e a paz, a alegria, o júbilo a saúde e o bem estar.
Quando porém, a força emitida nasce do mal odiento, a irradiação
também força viva e poderosa, gera automaticamente a desarmonia
e a infelicidade, o desespero e a dor.
Conjugadas as duas forças, isto é, ora emitindo o bem, ora o mal,
a mente torna-se campo de batalha entre a treva e a luz, forças negativas
e positivas causando dor e paz, harmonia e guerra, saúde e doença.
Com a supremacia do bem a paz se faz no tribunal da consciência e a luz
imortal do amor Divino é a irradiação permanente, poderosa,
magnética, conferindo os dons da cura, da saúde, da harmonia.
É luz permanente ativando o meio ambiente, saturando-o de vibrações
elevadas.
As trevas exteriores, representadas pelas vibrações menos dignas,
não encontrarão acesso no recinto sagrado da alma que se elevou
ao plano radioso do bem.
O espirita face ao tribunal de sua consciência deve meditar nas tarefas
do dia a dia, no aproveitamento nas horas de lazer, nos deveres bem cumpridos,
na caridade ampla, metodizar seu modo de viver, aumentando assim o seu potencial
de luz a conquista definitiva do Bem Eterno.
//Reflexão, baseada no “Evangelho Segundo o Espiritismo”
– Cap. VII – vc 3 a 5 – Mateus//
“ Hipócritas, tirai primeiro a trave do vosso olho e depois, então
vede como podereis tirar o arqueiro do olho do vosso irmão”.
Doutrina / Revista Um Mundo Melhor nº 05 Julho/Agosto
2004