A I L H A

Foi na beira de um abismo que um anjo me contou
Das mil vidas que hoje sou e de um tempo que passou
Muitas pedras assentadas pelo limo do passado
De onde brotam lírios brancos que conversam com a certeza Em pedaços que se juntam o meu corpo se transforma
Na montanha dos pecados que me servem de caminhos
Como um leve por do sol eu agora estou sozinho
Nada resta mais além.
Nesta mata de estrelas / onde pássaros são anjos
Universo escuridão / só há almas que navegam
Com o farol do coração
Neste canto de outros mundos / todas folhas são eternas
Anjos rolam destemidos na cascata do infinito
Como fadas, seres, almas de Alcatrazes, céu e mar
Cada encontro nesta vida pouco ou nada representa
Uma rosa é uma rosa Não há nada a fazer
Uma lágrima talvez como a cauda de um cometa E o choro das estrelas e o canto de um poeta O vazio deste momento e o instante que me mostra Olho a terra vejo o céu e me atiro aos seus encantos Já não sou o filho amigo, o pai, o amante, a mãe gestante Não há mente só vazio o meu ser é como um rio

Repetir Refrão inteiro e “neste canto”