Chico Xavier - Exemplo de Vida e Superação

Os Três Períodos de Vida Mediúnica e
A Viagem a Belo Horizonte

Mesmo sem tempo, Chico conseguiu desenvolver-se mediunicamente com a colaboração do casal Perácio. Quando, em 1934, o casal transferiu-se para Belo Horizonte, a presidência do Centro Espírita de Pedro Leopoldo foi entregue a José Cândido Xavier, irmão de Chico.
“Tive três períodos distintos em minha vida mediúnica”, relatava Chico Xavier, no início de Parnazo. “O primeiro, de completa incompreensão para mim, é aquele dos 5 anos de idade, quando via minha mãe proteger-se, até os dezessete anos, quando a doutrina espírita penetrou em nossa casa. O segundo, de 1928 a 1931, no qual psicografei centenas de mensagens que os benfeitores espirituais, mais tarde, determinaram fossem inutilizadas porque em suas opiniões essas mensagens eram apenas esboços e exercícios. O terceiro período começou com a presença do nosso abnegado Emmanuel, que em 1931 assumiu o encargo de orientar todas as atividades mediúnicas até agora”.
Em janeiro de 1933, Chico trabalhava no armazém de José Felizardo Sobrinho como balconista, recebendo quarenta cruzeiros mensais. O amigo José Álvaro, poeta e escritor, se propôs a levá-lo para a capital mineira em busca de um salário melhor.
João Cândido, seu pai, ficou entusiasmado e incentivou o filho a aceitar a proposta. Chico, defrontando-se com o dilema, consultou Emmanuel, que lhe disse achar inoportuna a viagem, mas aconselhou-o a não desobedecer ao pai. Assim, ele resolveu viajar após conseguir uma licença no armazém.
Diante de um novo mundo em Belo Horizonte, onde participava de conversações literárias e recebia visitas de todos os tipos, Chico teve seu primeiro contato com a fama, pois todos queriam conhecer o autor do Parnazo. Durante três meses, ele permaneceu em Belo Horizonte, mas as agitações e os elogios não foram suficientes para fazê-lo perder a humildade. Regressou a Pedro Leopoldo retomando suas atividades no armazém do senhor Felizardo.
Na próxima edição: As Sessões Abertas ao Público e O Desencarne do Irmão.

Pesquisas: Marcéu Erdei Parrini Depto. Comunicação e Divulgação
Biografias – Revista Um Mundo Melhor nº 10 – Julho/Agosto 2005.