A Limpeza do aposento
( UMA AMIGA ) - Estava completamente deprimida! Com aquela sensação
esquisita dentro de mim...
Caminhando um pouco pela casa, senti um forte desconforto ao ver meu aposento
sujo e desarrumado. Confesso que estranhei, já que sou do tipo que “não
morre de amores” por uma vassoura. Apesar de estar com alguns parentes
em casa, senti um forte impulso para limpar meu aposento. Expliquei-lhes, com
franqueza, minhas intenções, e que para mim este momento era inadiável.
Tomei prumo, e mergulhei intensamente na inesperada arrumação.
Me envolvi com cada peça, como se a mesma fosse um pedaço de mim.
A atenção dirigida aos afazeres, afastou meus pensamentos. Achei
engraçado, pois até a vassoura parecia deslizar com mais suavidade.
Mexer e remexer gavetas. Organizar as roupas. Levar o pó acumulado ao
lixo. Ajeitar a posição da cama. E por fim um “belo toque”na
disposição do lençol, harmoniosamente recoberto pelo cobertor
e os travesseiros. E qual foi minha surpresa? Estava ótima. Mais animada
e disposta. Não entendi muito bem o que aconteceu, mas gostaria que você
me explicasse o por quê desta melhora repentina...
( EU ) - É simples dileta amiga! O Universo (Deus) é insistente em nos acordar. A situação exterior de uma pessoa, é o retrato dela internamente. A “desordem”externa foi o gatilho que o Universo se utilizou para recolocá-la na ordem interna. Envolvendo-se de forma prazerosa, “deglutindo” aqueles momentos na alma, você se desligou dos pensamentos atormentadores, viveu intensamente o presente, e afastou qualquer desconforto a cerca da insististência que estes pensamentos poderiam ter na tentativa de se fixarem em sua cabeça. Vivenciar uma situação prazerosamente, é retomar a alma. É renovar-se. Nutrir a alma é estar presente... É minha amiga... Que bom saber que o Universo ( Deus ) tenha sempre um jeito sutil de nos trazer seu ensino, se de fato procurarmos compreender a beleza da mensagem que se esconde por trás da aparências...
Por: Dr. Fábio José Gonçalves
Textos e contos – Revista Um Mundo Melhor n° 10 – Julho/Agosto
2005.