Espírito de nível elevadíssimo, possuidor
de profundas raízes literárias e poéticas. São escassas
as informações sobre sua situação na espiritualidade,
porém foram permitidas as divulgações de quatro encarnações
ocorridas nos últimos 2000 anos, marcadas pelo heroísmo, sofrimento
e humildade.
* Joana de Cusa – Foi uma das mulheres seguidoras de Jesus, que buscou
no Mestre a orientação necessária para seu sofrimento dentro
do lar. Casada com um homem ligado a Herodes, governador da Galiléia,
foi imolada no coliseu romano com seu filho por não renunciar sua fé
cristã.
* Há indícios de sua segunda encarnação na Itália
na época de Francisco de Assis. Nesta encarnação teria
pertencido a Ordem das Clarissas levada por sua grande admiração
na filosofia e obra de Francisco de Assis.
* Sóror Juana Inês de la Cruz, nasceu no México no século
XVII, filha de pai basco e mãe indígena, já na infância
escrevia poemas e dominava vários idiomas. Estudou na Universidade da
Cidade do México, somente para homens, tendo que disfarçar-se
como tal, para poder freqüentá-la, tal era sua sede pelo saber.
Ingressou no Convento das Carmelitas Descalças, ficando doente devido
a rigidez ali aplicada. Transferiu-se então para a Ordem de São
Gerônimo, onde passou a dedicar-se às letras e às ciências.
Escrevia poemas, ensaios, peças religiosas, cantos de Natal e músicas
sacras. Era conhecida como a Monja da Biblioteca. Se imortalizou por ter defendido
o direito da mulher em estudar, trabalhar e pregar livremente. Esta primeira
feminista das Américas é tida como vulto de grande importância
para o México, tanto assim, que a atual cédula de 1000 pesos mexicanos
tem a sua efígie.
* Sóror Joana Angélica de Jesus, nasceu em Salvador na Bahia em
1761. Ingressou no Convento da Lapa (ordem franciscana) e durante a guerra da
Independência do Brasil, que se estendeu por várias Províncias,
em 1823 foi assassinada por soldados portugueses ao defender corajosamente o
Convento e a honra das jovens que ali moravam. Com seu martírio, as internas
puderam refugiar-se no Convento da Soledade. Joana é considerada no Brasil
como heroína da independência.
No plano espiritual Joanna de Angelis integrou a equipe do Espírito de
Verdade, quando do trabalho da implantação da Doutrina Consoladora.
Faz referência na obra “Após a Tempestade” e no “Evangelho
Segundo o Espiritismo” onde encontramos duas mensagens suas: no cap. IX
“Paciência” e no cap. XVIII “Dar-se-á Aquele
que tem” onde assina como “Um Espírito Amigo”.
Tomando como base uma colônia espiritual onde estagiou, planejou com espíritos
amigos a construção de uma réplica na crosta terrestre
(guardada as devidas e naturais imperfeições) sob os céus
da Bahia tendo como objetivo o atendimento a espíritos gravemente enfermos
ali recebidos nas condições de órfãos, dando-lhes
a devida oportunidade de burilamento. Eis o lindo trabalho que hoje conhecemos
como “A Mansão do Caminho”.
Autora de 55 obras, todas psicografadas por Divaldo Pereira Franco, além
de milhares de mensagens. Suas obras são verdadeiros tratados de saúde
mental, com a terapia no Evangelho de Jesus e na Codificação Kardequiana.
Mulheres Célebres – Por: Jacira Leonora Pavani
Biografias – Revista Um Mundo Melhor nº 10 – Julho/Agosto
2005