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AS SESSÕES ABERTAS AO PÚBLICO
Dois anos após o seu regresso de Belo Horizonte a Pedro
Leopoldo, Chico tornou-se alvo de uma longa reportagem do jornal O Globo. Essas
reportagens colaboraram para que a fama de Chico Xavier ultrapassasse os limites
de Minas Gerais. A partir daí uma verdadeira romaria invadiu Pedro Leopoldo
para conferir as habilidades de Chico Xavier. Chico não se sentia à
vontade com a notoriedade e, mais de uma vez, manifestou seu temor de que a
fama excessiva pudesse prejudicar sua missão. Tal fato não ocorreu
e o que ele não poderia imaginar era que anos depois seria conhecido
e amado nos quatro cantos do país.
Nessa época o médium estava preocupado que as sessões abertas
ao público, que era um trabalho sério que ele vinha realizando,
se transformasse num simples show. Os textos eram psicografados por Chico Xavier
em vários idiomas: inglês, alemão e até em sânscrito.
Tal fenômeno era o que mais impressionava a leigos e estudiosos.
Emmanuel esperou por um período de dois anos e solicitou a Chico que
as reuniões desse tipo fossem encerradas. Para o mentor o trabalho do
médium vinha-se cercando de uma curiosidade improdutiva e isto certamente
iria ameaçar a tarefa mais importante que seria a da divulgação
de ensinamentos através de livros psicografados. Emmanuel sabia o que
estava fazendo. Tanto é que a década de 30 foi a mais rica em
termos de mensagens esclarecedoras. O mentor transmitiu toda a sua sabedoria
em textos que tratavam dos mais variados temas, como Sociologia, Economia, Política,
etc.
DESENCARNE DO IRMÃO
Com o desencarne de seu irmão e companheiro de luta, José Cândido
Xavier, em fevereiro de 1939, Chico Xavier passa por mais um momento doloroso
em sua vida. Acumulou então a tutela dos sobrinhos e da viúva
Geni, companheira nas atividades espirituais, porém muito doente. Chico
desdobra-se entre o trabalho no armazém durante o dia todo e à
noite participando das sessões espíritas.
Nesta época ocorre mais um fato curioso: seu irmão deixara uma
grande dívida referente à conta de luz. Com o que Chico ganhava
era impossível liquidar tal débito. Um dia, sentado à porta
de sua casa, recebeu a visita de um estranho que lhe diz ter vindo saldar uma
dívida contraída há tempos atrás. Chico recebe o
envelope, agradece ao estranho e, quando este se vai, abre o envelope e encontra
ali a quantia exata para quitar a dívida deixada por seu irmão.
Revista nº 11 – Setembro/Outubro 2005