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AMÉLIA RODRIGUES
Amélia Augusta do Sacramento Rodrigues, nasceu no município
de Santo Amaro da Purificação Estado da Bahia em 1861.
Quando encarnada, foi notável poetisa, professora, escritora consagrada,
teatróloga, resumindo: Uma grande expoente da cultura baiana.
Extraordinária mulher, que lutou muito para atingir seus ideais. Sua
vocação para o magistério era inata. Diplomou-se professora
e começou a lecionar no Arraial da Lapa. Posteriormente em Santo Amaro
da Purificação, mais tarde, graças à sua capacidade
para lecionar e ao amor à causa do ensino foi transferida para Salvador
para a Escola Central do Bairro de Santo Antonio.
O pensamento de Amélia Rodrigues, se identifica com o pensamento de Fènelon,
contido em " O Envangelho Segundo o Espiritismo": "Educar é
formar homens de Bem, e não apenas instruí-los".
Aposentada, não abdicou seu ideal de ensinar. Fundou o Instituto Maternal
Maria Auxiliadora.
Dedicou-se ao jornalismo como colaboradora das publicações religiosas
"O Mensageiro da Fé", "A Paladina" e a "Voz".
Escreveu algumas peças teatrais, entre as quais "Fausta" e
"A Natividade".
Desencarnou em Salvador em 1926.
Destacada autora baiana, conhecida no cenário literário de sua
época, foi sendo esquecida a sua produção literária,
após setenta anos de seu desencarne, estava fora de circulação.
O resgate de documentos da autora, vem permitindo desvelar o movimento subterrâneo
realizado pelas mulheres avançadas para sua época, dentro de uma
sociedade preconceituosa e conservadora; para traçar o itinerário
intelectual que abriu passagem e criou o espaço para autoras da atualidade.
Amélia, já em 1882, vai tratar em sua obra " Mameluco"
da questão do negro e do mestiço e a luta pela libertação
dos escravos. Sempre se preocupou com a causa social e religiosa. Aprofundou-se
na mensagem de Jesus e, na atualidade, participa da falange de Joana de Ângelis,
mentora de Divaldo P. Franco. O espírito de Amélia Rodrigues vem
psicografando através do autor Divaldo Franco algumas obras como:
"Até o fim dos Tempos", "Dias Venturosos", "Há
Flores no Caminho","Luz do Mundo" e outros. além de participar
da orientação das obras de Divaldo na Bahia.
Grandes Personalidades do Espiritismo – Revista
nº 11 – Setembro/Outubro 2005