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Senhor Jesus!
Quando chegaste à Terra, através dos panos da
manjedoura, aguardava-te a Escritura como sendo a luz para os que jazem assentados
nas trevas!...
E, em verdade, Senhor, as sombras dominavam o mundo inteiro... Sombras no trabalho,
em forma de escravidão...
Sombras na justiça, em forma de crueldade...
Sombras no templo, em forma de fanatismo...
Sombras na governança, em forma de tirania...
Sombras na mente do povo, em forma de ignorância e de miséria...
Pouco a pouco, no entanto, ao clarão de tua infinita bondade, quebraram-se
as algemas da escravidão, transformou-se a crueldade em apreciáveis
direitos humanos, transmudou-se o fanatismo em fé raciocinada, converteu-se
a tirania em administração e, gradualmente, a ignorância
e a miséria vão recebendo o socorro da escola e da solidariedade.
Entretanto, Senhor, ainda sobram trevas no amor, em forma de egoísmo!
Egoísmo no lar...
Egoísmo no afeto...
Egoísmo na caridade...
Egoísmo na prestação de serviço...
Egoísmo na devoção...
Mestre, dissipa o nevoeiro que nos obscurece ainda os horizontes e ensina-nos
a amar como nos amaste, sem buscar vaidosamente naqueles que amamos os reflexos
de nós mesmos, porque, somente em nos sentindo verdadeiros irmãos
uns dos outros, é que atingiremos, com a pura fraternidade, a nossa ressurreição
para sempre.
Psicografia Chico Xavier Livro:Antologia Mediúnica do Natal
Seção: Com a palavra, Emmanuel (artigos)
Revista nº 12 – Dezembro 2005/Janeiro 2006 – pág. 12.