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MULHERES CÉLEBRES – YVONNE DO AMARAL PEREIRA
Por: Jacira Leonora Pavani
Yvonne do Amaral Pereira nasceu em Rio das Flores, Estado do Rio de Janeiro em 24 de dezembro de 1900.
A mediunidade de Yvonne apresentou-se ainda na infância. Com um mês de idade ia sendo enterrada viva, devido ao fenômeno da catalepsia (morte aparente), que se repetiu muitas vezes no decorrer de sua vida.
Aos quatro anos de idade, já se comunicava audio-visualmente com espíritos, os quais considerava pessoas normais e encarnadas. Desde esse tempo já via Camilo Castelo Branco, mas não sabia quem era aquele homem que lhe aparecia.
Fez apenas o curso primário por falta de recursos. O seu lar sempre foi pobre e modesto. Seus pais eram espíritas e faziam reuniões de estudos em casa com os filhos. Aos 12 anos tomou contato com O Evangelho Segundo o Espiritismo e com o Livro dos Espíritos. Apesar de acompanhá-la desde cedo, sua mediunidade veio a se acentuar a partir dos 16 anos, quando passou a assistir as sessões práticas e via os espíritos se comunicarem.
Vivia acossada por uma imensa saudade do ambiente familiar que tivera na sua última encarnação, na Espanha. Considerava seus familiares, na infância, como estranhos. Para ela o pai verdadeiro era Charles, Espírito que fora seu pai na outra encarnação e foi seu orientador durante toda sua vida e atividades mediúnicas. Também, Roberto de Canaleja, médico espanhol, entidade pela qual nutria grande afeto. Mais tarde, na vida adulta, manteria contato mediúnico com outras entidades.
A maior parte das reportagens de além-túmulo, dos romances, das crônicas e contos relatados por Yvonne, foram coletados no mundo espiritual através do fenômeno de Catalepsia e do sono. Foi médium psicografa, receitista (Homeopatia), além da mediunidade de psicofônia e passista, embora o campo da mediunidade que mais se identificava eram os trabalhos de desdobramento.
As obras mediúnicas de Yvonne Pereira constam de 20 livros, dos quais destacamos: “Amor e Ódio” (Espírito de Charles), “Ressurreição e Vida”, “Memórias de Um Suicida” (Camilo Castelo Branco), “Sublimação” (Tolstoi), “Na Tela do Infinito” (Bezerra de Menezes), “Devassando o Invisível” e outros.
A valorosa médium deixou as paragens terrenas para prosseguir em outra dimensão no dia 9 de março de 1984, com 83 anos de idade e de fidelidade ao apostolado mediúnico, demonstrando a excelência da Doutrina Espírita na tarefa diária e na divulgação.
Biografias – Revista 13 – maio/junho 2006