Por: Lívia Erdei Parrini – Evangelização Infantil
Todos gostamos de recordar dos bons tempos de nossa infância.
A maioria de nós que passamos dos cinqüenta, tivemos a nossa infância
em “outros tempos”.
Tempos em que podíamos brincar na rua, sem os perigos de hoje. Ruas sem
calçamento, sem infra-estrutura, mas eram as melhores áreas de
lazer do mundo.
Brincávamos de amarelinha, de esconde-esconde, estátua, queimada
e tantas outras brincadeiras, inclusive brincadeiras de roda, que os meninos
aderiam para poder brincar junto das meninas. Mas havia de ambas as partes,
meninos e meninas o respeito que se aprendia em casa. As malícias eram
veladas, disfarçadas em risadinhas escondidas.
Os pais não precisavam se preocupar com adultos desocupados que poderiam
molestar as crianças, nem oferecer facilidades para entrarem nos vícios
como acontece nos dias de hoje. O respeito com as crianças era grande,
e os pais sempre presentes em cada situação para orientar, ainda
que às vezes com a “CINTA” ou com “CASCUDOS”.
Haviam perigos sim, mas de outra natureza.
Doenças que ainda não tinham cura nem vacina, ou os acidentes
normais de uma infância livre, como ser mordido por cachorro, cair duma
arvore etc...
Aprendíamos que, o conselho dos mais velhos deveria ser seguido, que
estudar era muito importante para o nosso futuro.
Na sala de aula o professor era respeitado como um ser superior. Por medo ou
respeito não se respondia mal a um adulto. Os professores por sua vez,
também respeitavam os alunos. “Naqueles Tempos” não
se ouvia falar em professor falando “palavrão” em sala de
aula. O exemplo dos adultos era importante. As crianças eram tão
observadoras como hoje.
Os melhores conceitos aprendíamos com nossos pais.
Tínhamos ainda uma vantagem sobre as crianças de hoje. Não
tínhamos a TV. Que é o pior professor, ensinando a violência,
o desrespeito e a banalização de tudo, inclusive da família
e da sociedade.
A criança continua sendo importante, mas os “TEMPOS SÃO
OUTROS”. Cabe a nós adultos, que somos pais, tios, avós,
professores, educadores, evangelizadores, orientar e proporcionar a oportunidade
de uma infância feliz, bem amada e educada. Ao tornarem-se adultas, nossas
crianças saberão que a segurança, a maturidade e as realizações
positivas diante da vida serão o reflexo dos BONS TEMPOS DE CRIANÇA.
Doutrina – Evangelização Infantil –
Artigo
Revista Um Mundo Melhor nº 04 – Maio/Junho 2004