Chico Xavier
Exemplo de vida e superação.

Para darmos continuidade a esta pequena pesquisa bibliográfica sobre o nosso querido Chico é importante que abramos parênteses para descrevermos um pouco sobre Emmanuel, seu principal guia espiritual (N.E)

A Vida Pregressa de Emmanuel

Após inúmeros contatos com Emmanuel, Chico conseguiu saber um pouco sobre algumas vidas pregressas do espírito bem feitor: Ele esteve na pele de um Senador Romano, governador da Judéia, Publius Lentulus, casado com Lívia, com quem teve uma filha de nome Flávia. Sua vida era cercada de luxo e ostentação, totalmente devotada ao imperador César, enquanto que Lívia dedicou sua vida a Deus. Presenciou da arquibancada de honra do Circo Máximo, a execução da mulher que amava e que se convertera ao cristianismo, sem manifestar qualquer reação que impedisse a ocorrência funesta.
Desencarnou tragicamente, no ano de 79, em Pompéia, quando da erupção do Vesúvio. Anos mais tarde, reencarnou como Nestório, negro de grande cultura; foi feito escravo pelos romanos e comprado por uma família nobre de Roma, que o aproveitou como professor. Cristão desde a juventude, foi um dos assistentes das pregações evangélicas do apóstolo João Evangelista, em Efeso. Freqüentava as reuniões nas catacumbas e, certa noite, na ausência do pregador Policarpo, substituiu-o encaminhando a palestra. Após belíssimos ensinamentos, ele e todos os que ouviram, foram presos e condenados a morrer a flechadas e a serem devorados pelas feras no Circo Máximo.
A mais recente reencarnação de Emmanuel teria sido como o Padre Manuel da Nóbrega, primeiro apóstolo do Brasil. Nasceu em Sanfins, Portugal, no dia 18/10/1517 e desencarnou no Rio de Janeiro, no Colégio dos Jesuítas, por ele mesmo construído, no mesmo dia e mês de nascimento (18/10/1570), contando com 53 anos de idade sendo a tuberculose a causa de sua morte.
Mesmo sentindo que Chico estava preparado para receber mensagens psicografadas, Emmanuel impôs uma condição básica para trabalhar ao seu lado: que o médium seguisse, acima de tudo as lições de Jesus, baseadas nos trabalhos de Allan Kardec. Se algum dia fosse aconselhado em sentido contrário, que continuasse sua jornada com Kardec e não com ele.
A orientação foi seguida à risca por Chico em toda sua trajetória doutrinária, limitando-se a aprender e transmitir os ensinamentos codificados por Kardec. A humildade foi sempre presente nas atitudes de Chico, que revelava aversão à idolatria e à tentativa de alguns que desejavam mitifica-lo.

Pesquisas: Marcéu Erdei Parrini
Dpto. Comunicação e Divulgação
Biografias / Revista Um Mundo Melhor – nº 7 – Nov/Dez 2004