A cada final de ano, é de grande valia efetuar-se um
balanço de nossas conquistas e de nossos dissabores. É o momento
de se colocar à frente, com calma e serenidade, os fatos que delinearam
nossa trajetória, e com tranqüilidade ponderar sobre cada atitude,
buscando averiguar se convém manter o mesmo padrão de postura
ou implementar modificações que possibilitem um avanço
na vida espiritual. É a grande hora da renovação.
Se a reflexão diária já amplia nossa visão no tocante
aos desafios do cotidiano, a checagem geral das ocorrências no desfeche
do ano, permite a observação das conexões que os fatos
tiveram, e como poderiam estar correlacionados, permitindo uma visão
mais uniforme de nossas existências. Nesta abordagem, é que conseguimos
perceber os caminhos “surpreendentes” de nossa vida.
Aquilo que inicialmente parecia uma grande perda, pode agora representar um
“belo ensino” que este precioso momento permite visualizar. O oposto
também pode ocorrer, a alegria do início (na maioria das vezes
ilusões), movida por mero impulso (irrefletida), deságua em transtornos
emocionais, com suas lições também para meditar. No fundo
caro leitor, é mais uma hora de aplicar o evangelho de Jesus, nas bases
que o ensino espírita preconiza. A “reforma íntima”
pode assim ser enriquecida pelo desejo de renovação a cada entrada
de ano. Este, sem sombra de dúvida, é o melhor presente de Natal
que você pode se dar e a todos aqueles que partilham sua existência.
“Feliz renovação” para o ano que se inicia...
Textos e Contos / Revista Um Mundo Melhor nº 07 Nov/Dez 2004