Chico Xavier
Exemplo de vida e superação
O Trabalho Material e A Confusão do Nome


Desde os 8 anos, Chico trabalhava para ajudar no sustento da família, e poucas eram as horas vagas para devotar-se ao Espiritismo. Foi operário em uma fábrica de tecidos, trabalhou como servente de fiação, servente de cozinha no bar de Claudovino Rocha, caixeiro no armazém de Felizardo Sobrinho e, finalmente inspetor agrícola.
O emprego de servente de cozinha fez nascer em Chico o hábito de preparar suas próprias refeições.
Chico Xavier, ao ingressar para o serviço público, como inspetor agrícola, precisou providenciar seus documentos pessoais. Junto com seu pai dirigiu-se ao cartório da cidade, a fim de obter a sua certidão de nascimento. Qual não foi a surpresa de ambos, quando o funcionário do cartório não conseguiu encontrar o seu registro. Após várias horas de busca depararam-se com outras surpresas: o filho do Sr. João Cândido Xavier ali registrado era Francisco de Paula Cândido, nascido a 2 de abril de 1910, quando o correto seria: Francisco Cândido Xavier, nascido em 2 de abril de 1911. Como não havia tempo para modificações naquele momento, seu nome assim permaneceu até 1965. Coube ao Meritíssimo Juiz de Direito da 2ª Vara de Uberaba, Dr. Fábio Teixeira Rodrigues Chaves, retificar por sentença o seu nome, passando então a usar aquele que o tornara conhecido através das suas atividades mediúnicas.
Chico Xavier aposentou-se no Ministério da Agricultura como Francisco de Paula Cândido, portanto Chico Xavier nunca existiu no quadro de funcionários deste ministério.
Refletindo sobre tal confusão, após algum tempo, o pai de Chico lembrou-se de que havia solicitado a um amigo para que fosse em seu lugar efetuar o registro de seu filho. Esse amigo, ao chegar no cartório lembrou-se de que o dia 2 de abril era, segundo o calendário católico, consagrado a São Francisco de Paula. Foi então que decidiu registrar o menino como Francisco de Paula, completando com o primeiro sobrenome, Cândido, ao invés de Xavier.

Biografias rev 9