Maria Dolores

Em l971, a poetisa espiritual traz uma jóia literária, na qual a cultura, o sentimento e a sabedoria espiritual se fundem em mensagens de amor psicografadas pelo médium Francisco Cândido Xavier.
Maria de Carvalho Leite, nasceu na cidade de Bonfim de Feira-BA em 10 de setembro de 1901.
Começou a escrever poemas ainda criança, e em 1916 diplomou-se professora e passou a lecionar em várias instituições da Capital. Dedicou-se à poesia e ao jornalismo, escrevendo para os jornais: “Diário de Noticias” e “O Imparcial” durante 13 anos adotando o pseudônimo de Maria Dolores.
Mais tarde, reuniu alguns de seus poemas no livro “Ciranda da Vida”, sua primeira obra, publicada em benefício da Instituição “Lar das Meninas Sem Lar”. Dedicou-se a proteção das crianças amparadas nessa instituição, tornando a sua obra benemérita, abrigando em seu próprio lar crianças desvalidas.
Sua vida não foi pautada de lirismo e flores, mas, estava lhe reservada uma prova de grandes sofrimentos morais. Na imprensa falava dos direitos humanos e do sofrimento dos infelizes. Não foi compreendida; tacharam-na de “Comunista”, o que lhe causara grande sofrimento, especialmente em enfrentar a Justiça.
Trazia em si um grande sentimento maternal, e como não lhe foi dado o direito à maternidade adotou 6 meninas.
Passou a dedicar de corpo e alma à caridade, promovendo campanhas em favor dos necessitados nos bairros pobres de Salvador.
Maria Dolores contribuiu com a Mansão do Caminho, auxiliando Divaldo Franco no seu trabalho voluntário na instituição.
Em 27 de agosto de 1959, Maria Dolores voltava à Pátria espiritual, deixando em suas obras a sublimação dos sentimentos de amor e doação, a fim de repartir com os leitores toda sua sensibilidade colocada a serviço de Jesus.
Chico Xavier psicografou 9 obras do Espírito Maria Dolores, entre elas: Coração e Vida, Dádivas de Amor e Maria Dolores.

Mulheres Célebres – Por: Jacira Leonora Pavani
Biografias – Revista Um Mundo Melhor – nº 9 – Maio/Junho